sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Eutanásia no hospital evangélico.


Falam tanto "com Deus" que já  se sentem autorizados a agir " por ele".  Evangélicos são confusos: obedecem às leis católicas, mas criticam ferozmente a santa sé; são "a favor da vida" proibindo aborto, mas batem os ombros quando morre um sem teto, um assaltante, um traficante, quando um " é atropelado na Av. Brasil, ou como foi descoberto nesta última semana, também não se importam com a morte dos doentes em seus hospitais. A vida perde valor depois que o bebê sai da barriga da mãe,  cresce e vira um tumor social.  Prova disso é o fato  deste escândalo ser menos comentado nas redes sociais que o pedido (do levante popular) de cancelamento de registro de Silas Malafaia no Conselho Federal de Psicologia. Silas pede 200 mil assinaturas para levar ao seu julgamento no Conselho, em 2 dias conseguiu 150 mil ( fonte: site Verdade Gospel). Pessoas estão sendo assassinadas por uma crente psicopata e os crentes só se preocupam com o outro psicopata. Silas não mata como a médica - ele não usa as próprias mãos, mas usa as palavras para instigar os assassinos.  Culpo a ignorância por estas aberrações.

A inteligência dos evangélicos é tão grande, que eles não conseguem relacionar o descontrole populacional com o aumento da criminalidade. Ainda acreditam na utopia de slogans como: " só Jesus salva este país"; ou "este país precisa ser governado por homens de Deus", mera ideologia arquitetada por marketeiros de campanhas políticas de candidatos que só têm a intenção de aumentar seus bens e a bancada que mais se empenha em manter o país no atraso filosófico, cientifico e ambiental: a bancada  evangélica. Mas se tem hora boa pra acontecer uma tragédia a hora foi esta, já que esta bancada está se mobilizando para trazer a proposta de emenda constitucional que passaria a gestão de alguns hospitais do SUS para algumas igrejas evangélicas. Confesso que vejo a medida com desconfiança, porém, mesmo sendo uma forma destas igrejas "esquentarem" o dinheiro arrecadado ( pois envia-lo para os "paraísos" está cada dia mais difícil), vejo que seria a oportunidade delas  começarem a cumprir a determinação da norma constitucional que confere imunidade fiscal aos templos religiosos para que estes possam usar este dinheiro para a caridade (só a igreja católica faz isso por aqui). Quem aí já mandou um pedinte pedir dinheiro  na igreja? Eu faço isto o tempo todo. É função primeira de qualquer igreja ajudar aos necessitados, mas como estas se omitem (a maioria), sobra pedintes para nos constranger.
     Este episódio veio reforçar a mensagem ateísta "religião não define caráter".

Por que? por que?????

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